O I Encontro de Jovens Universitários pela Diversidade Sexual - Epuds foi aberto nesta segunda-feira, 8, com a participação do deputado Fernando Mineiro. A intenção do encontro é discutir uma proposta educativa para o aumento da aceitação da diversidade sexual no meio universitário. O evento é uma homenagem à Pedro Ivo, adolescente vítima de crime homofóbico assassinado em São Gonçalo do Amarante.
Para Mineiro, eventos com o Epuds são importantes porque a Universidade deveria dar o exemplo de aceitação da diversidade, mas também é palco de homofobia. "Nós temos tentado reproduzir no parlamento uma atitude que pode contribuir em um nível legal e constitucional". O parlamentar falou sobre a situação em que se encontra o projeto de lei de sua autoria, que prevê o uso do nome social de travestis e transexuais em repartições públicas e foi vetado pela governadora Rosalba Ciarlini. "Já conseguimos derrubar o veto na Comissão de Constituição de Justiça da Assembleia Legislativa. Agora, ele deve ir ao plenário saber se a ALRN derruba o veto ou o mantem", informou. O deputado relatou casos de humilhação pública e evasão escolar ocasionadas pela recusa em usar o nome social por agentes públicos.
Segundo o professor de Ciência Sociais, Alípio de Sousa Filho, as dificuldades em que o Estado tem em enfrentar o preconceito reflete os problemas da sociedade em aceitar a diversidade. Para o combate a esse mal, é necessário um novo modelo de educação.
O coordenador geral do evento, Leornado Lobato lembrou que o assassinato de homossexuais e travestis cresceu este ano do Rio Grande do Norte. "Ano passado, foi registrado um assassinato por crime homofóbico no RN. Em 2011, já foram quatro que vieram à público e ainda temos conhecimento de mais três", declara. Ele explicou que a ideia do Epuds nasceu após a agressão à duas estudantes homossexuais na calourada da UFRN.
"Tivemos algumas conquistas importantes nos últimos tempos, como o reconhecimento do Supremo Tribunal Federal da união homoafetiva. Infelizmente, essa decisão desencadeou uma série de reações contrárias no Congresso Federal", afirmou a deputada federal Fátima Bezerra sobre a bancada de mais de 100 parlamentares que lutam contra à cidadania LGBT. "Em meus nove anos de parlamento, não conseguimos aprovar uma lei nesse sentido", completou.
A reitora Angela Paiva afirmou que os educadores têm o dever de "retrabalhar valores", combatendo "qualquer ranço conservador nos comportamento", além de declarar que a Reitoria da UFRN está aberta a dialogar com o movimento LGBT.
Fonte: Assessoria do Mandato

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