Dois eventos literário estão movimentando o Estado. Hoje, o 2º Festival Literário de Natal, promovido pela Siciliano, no Natal Shopping trará o escritor paranaense, Laurentino Gomes, que lança o livro 1808, às 19h30, no qual trata da invenção do Brasil. Amanhã ele também estará na Feira do Livro em Mossoró, que hoje tem como atrações os escritores, Pablo Capistrano, Flávio Rezende e Izaira Thalita, os quais dentro do Especial Literário, vão falar sobre o questionamento ‘‘Existe uma literatura potiguar?’’, além do lançamento do livro Cameron do médico Horácio Medeiros, ambos na Estação das Artes, na capital do oeste potiguar.
Voltando ao Festival Literário de Natal, Laurentino Gomes recebeu o prêmio da Academia Brasileira de Letras com 1808, em julho passado. A obra lidera há mais de dez meses a lista dos livros mais vendidos no Brasil, na categoria não-ficção, e narra em tom jornalístico a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, duzentos anos atrás. Antes porém, às 18h, o evento, apresenta a escritora brasiliense Maria Anita Guedes, que lança seu quinto título Amor, Sublime Ódio, no qual aborda o tema central entrelaçando com religião, tecnologia, psicologia, entre outros.
1808 é resultado de dez anos de pesquisa e foi lançado ano passado durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Já está na décima edição consecutiva e chegou ao número de 350 mil exemplares vendidos. Foi lançado em Portugal também, em fevereiro desse ano, e já está na nona edição. De acordo com divulgação, por sugestão dos historiadores portugueses, a obra de Laurentino também ganhou o selo oficial da comissão encarregada das comemorações dos duzentos anos da corte no Brasil. O selo indica que a comissão considera o título como uma contribuição relevante para o estudo desse episódio tão importante na história dos dois países.
Mas engana-se quem pensa que o teor histórico transcendo o apuro jornalístico. Durante as pesquisas, Laurentino Gomes descobriu, entre outras coisas, a versão inédito e talvez definitiva que levaram Dom João VI sair de Portugal e, ao fim da longa viagem ao Brasil, em vez de ir para a capital brasileira - na época o Rio de Janeiro - foi para Salvador (BA). ‘‘Tendo em mãos a transcrição integral dos diários de bordo dos navios britânicos, que acompanharam a corte até aqui, feita pelo historiador Kenneth Light, em 1995, Laurentino chegou à conclusão de que a vinda para Salvador, que havia sido a primeira capital da colônia, não teve nada a ver com mudanças de rotas emergenciais por causa de tempestades em alto-mar, mas com uma estratégia política do príncipe e seus assessores para angariar apoio financeiro e político para a Coroa Portuguesa no Brasil’’, diz divulgação. Laurentino explica que o tema de seu livro gerou fascínio nele próprio por conta das polêmicas de um fato ocorrido há 200 anos.
Fonte: Diário de Natal

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