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04.11.2009
Depois de serem adiadas duas vezes na mesma semana, foram finalmente votadas ontem na Assembleia Legislativa os projetos de lei que tratam do aumento salarial de integrantes do Judiciário, além da mensagem governamental que prevê a criação de 196 cargos temporários para a Fundação Estadual de Apoio à Criança e ao Adolescente (Fundac). Embora a sessão tenha sido tumultuada, todas as matérias foram aprovadas com folga no placar.
Os primeiros projetos - que possuem o conteúdo semelhante e estabelecem o aumento de 8,88% aos salários de desembargadores e juízes do TJ; procuradores e promotores do MP; procuradores da AL e auditores, conselheiros e procuradores do TCE -, foram votadas em bloco, como havia sugerido o presidente da Casa, o deputado Robinson Faria (PMN), na semana passada. No entanto, dos 20 parlamentares que estavam presentes na sessão, apenas Fernando Mineiro (PT) foi contra os projetos. "Acho que esse aumento é fora de época. Toda semanavêm a esta Casa policiais, professores e nós alegamos limite prudencial para não aprovar seus pedidos", afirmou.
Ironizando as declarações de Mineiro, o deputado José Dias (PMDB) disse que será favorável às matérias do Judiciário em "homenagem ao PT nacional, que é a favor do aumento". Para ele, limite prudencial é "balela" e quando o governo quer, aprova projetos, independente de limite prudencial. Em resposta, o deputado petista afirmou que prefere aprovar o projeto da Fundac, pois acha melhor ter educadores na Fundação para cuidar de jovens infratores do que conceder aumento a uma categoria que já possui altos salários. Depois da votação em bloco, os deputados iniciaram um debate em torno da matéria da Fundac. Apenas os deputados José Dias, Getúlio Rego (DEM) e Gesane Marinho (PMN) votaram contra. Para Getúlio, a criação dos cargos fica parecendo coisa "eleitoreira": "Não dá para responsabilizar a oposição pelo atraso. O que falta é planejamento do governo".
Reportagem - Jussara Correia
Fonte: Diário de Natal
Tags: mandato na imprensa