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18.12.2009

Deputado aponta influência da disputa eleitoral na votação

A reação dos deputados da bancada governista que posicionaram-se contrários à votação do Orçamento Geral do Estado (OGE), na última terça-feira, foi ainda mais veemente, ontem. Eles acusam o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Robinson Faria (PMN), de pôr em votação um projeto com 80 emendas e orçado em R$ 7,78 bilhões, sem que os parlamentares tivessem o conhecimento do teor das matérias e tampouco sobre a maneira como os recursos seriam distribuídos para os respectivos gastos. O deputado estadual Fernando Mineiro encaminhou ofício à presidência da Casa, solicitando o detalhamento de todas as informações, mas até o fechamento desta edição não havia recebido qualquer resposta por parte da assessoria da AL. Já Gustavo Carvalho, do PSB da governadora Wilma de Faria, declarou que “presidir a sessão como a de ontem (terça-feira) mancha o histórico de qualquer político”. “Esse reparo será feito em primeiro momento pela sociedade. Eu acho que essa foi uma postura absolutamente de defesa da pré-candidatura dele (Robinson Faria). Ele não mediu os prejuízos que pode causar ao Estado. Uma atitude no mínimo inconseqüente e irresponsável”, criticou.

Dos 22 deputados presentes – apenas Lavoisier Maia (PSB) e Álvaro Dias (PDT) faltaram à sessão – Márcia Maia (PSB), Fernando Mineiro, Gustavo Carvalho, Nélter Queiroz (PMDB), Larissa Rosado (PSB) e Wober Júnior (PPS) posicionaram-se contrários à aprovação do projeto. Após a votação, a bancada de oposição utilizou-se de um argumento externado pelos governistas quando vencem disputas. “Maioria é maioria”. “16 posicionaram-se a favor desse projeto. Será que todos estão errados. Foi legítimo e democrático sim. Todos apresentaram suas emendas, então eram de conhecimento de todos, já que o relator conversou de maneira ampla com todos nós”, disse Luiz Almir (PV).

A Tribuna do Norte esteve no legislativo estadual, na tarde de ontem, em busca de informações mais substanciais sobre o projeto do OGE. A matéria encontra-se   no setor de Comissões Parlamentares, sob análise do procurador da Assembleia, Washington Alves. Ele não estava no local e o documento não foi disponibilizado.

Em termos de valores, sabe-se até agora o que foi encaminhado há cerca de 90 dias, por meio de mensagem governamental de n.º 111/2009. O deputado Fernando Mineiro disse que sequer tem conhecimento do quanto se tem orçado em emendas. Nos bastidores, os deputados do Governo articulavam a votação das matérias de maneira individual. Do pouco que se sabe do conteúdo do OGE, um aspecto é conhecido e preocupou os aliados do vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) – o setor de Comunicação Social, mantenedor da Propaganda Oficial, terá valores consideráveis remanejados para outras áreas.

Fonte: Tribuna do Norte

Tags: Finanças Públicas, mandato na imprensa, Orçamento RN

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