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25.03.2009
Para que o centro cirúrgico da maternidade municipal Leide Moraes comece efetivamente a funcionar, na zona Norte de Natal, realizando cesarianas e reduzindo, consequentemente, a demanda no hospital de referência Santa Catarina, a direção da unidade aguarda mais obstetras para integrar as equipes de plantão ainda nesta semana. Por enquanto, apenas procedimentos mais simples, como curetagens e pequenas cirurgias, estão ocorrendo na unidade.
A expectativa, segundo a diretora geral da Leide Moraes, Edilsa Araújo, é que os profissionais sejam selecionados ainda nesta semana. "O edital de convocação da contratação temporária foi publicado no Diário Oficial do Município na semana passada. Estamos recebendo os currículos até amanhã", informa.
Ela garante que o centro cirúrgico está funcionando desde a reabertura e enfatiza que o melhor tipo de parto é o natural. Em 15 dias de funcionamento, 111 partos normais e 736 atendimentos foram realizados na unidade da ZN. "Estamos trabalhando em conjunto com o Santa Catarina, enviando para lá pacientes com complicação. O hospital já está desafogando", garante Edilsa.
O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), Marcos Jácome, afirma que ainda não foi comunicado oficialmente da situação da maternidade, mas elogia a iniciativa, se, de fato, o centro cirúrgico estiver ativo. "Se isso não ocorrer, não conseguiremos resolver o problema do Santa Catarina. Os profissionais de lá se queixam muito da superlotação", diz. Para ele, o projeto da Leide Moraes já nasceu equivocado, porque contemplava duas funções - a de pronto-atendimento e maternidade ao mesmo tempo. A nova administração municipal pratica uma nova proposta, a de Hospital da Mulher, que ainda não é a ideal, segundo Jácome. "Mais leitos para obstetrícia seriam uma solução melhor. O número fica a desejar", frisa.
Cerca de 300 partos e 400 atendimentos por mês eram, inicialmente, as perspectivas de demanda na maternidade da ZN, por meio do trabalho de uma equipe de 22 obstetras, 12 anestesistas, 11 pediatras, 23 enfermeiros e 60 técnicos de enfermagem. A capacidade da unidade é de 22 leitos de obstetrícia e 18 de ginecologia. Além de partos normais humanizados, através das normas do Programa Nacional de Humanização, a unidade deve fazer também cirurgias de laqueadura tubária e acompanhamento de gravidez de alto risco.
Fonte: Jornal de Hoje
Tags: Saúde