Escritor tem dia e hora para ser aplaudido, abraçado e cumprimentado. Parece injusto que a pessoa que nos faz rir ou chorar, com suas histórias e relatos, tenha apenas um dia em todo o ano para ser lembrada. Hoje é o Dia Nacional do Escritor e a livraria Siciliano criou uma forma bacana de homenagear os divinos seres que passam boa parte de sua vida a escrever as linhas que delineiam o nosso pensamento.
O livro “Da arte de escrever no Rio Grande do Norte” é uma iniciativa que reúne 12 escritores de várias gerações da literatura potiguar. Num recurso de metalinguagem, eles foram convidados a escrever sobre o ato de escrever e o fazem de uma maneira muito criativa. O lançamento está marcado para logo mais às 19h, na livraria Siciliano do Midway Mall. Entre os autores estão Adriano de Souza, Marize de Castro, Diógenes da Cunha Lima, Vicente Serejo e Pablo Capistrano.
No dia do escritor, um outro lançamento insere na estante dos autores potiguares o livro “A escola que vivi”, do ex-deputado federal e professor universitário João Faustino, que escreveu sobre o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RN). A noite de autógrafos será hoje, das 18h às 20h, na biblioteca da “escola técnica”, como até hoje muitas pessoas se referem à instituição.
Na opinião de Laércio de Oliveira, ex-secretário de educação e cultura do RN, o autor é um dos grandes responsáveis pela vitoriosa evolução da escola por ele vivenciada. Além de fazer parte do corpo docente e ter contribuído como professor para a escola ter conquistado o patamar de qualidade a que chegou, na sua atuação na Câmara dos Deputados, ele desempenhou a função de relator do projeto de lei que deu causa à transformação das escolas técnicas em centros federais de educação tecnológica.
“A publicação do livro representa uma iniciativa geradora de efeitos altamente positivos: seja por testemunhar, para as atuais e futuras gerações, o esforço de quantos contribuíram para a expansão e o aperfeiçoamento da educação profissional no Estado; seja por demonstrar como uma instituição tem promovido com sucesso a capacitação tecnológica”, escreveu Laércio, na orelha da publicação.
Livros sob encomenda
O longo caminho trilhado pelos escritores, entre a produção e a publicação dos livros, pode ser encurtado com a nova proposta que é trazida ao mercado editorial através do programador visual Lúcio Masaaki. O processo de publicar livros se tornou muito fácil, porque é possível imprimir poucas unidades (com acabamento similar a de um livro feito em condições usuais) e distribuí-las de acordo com a necessidade.
Fazer livros com tiragem limitada surgiu a partir da dificuldade que os autores têm com relação à edição propriamente dita e ao escoamento da produção. Para efeitos de gráfica, quanto maior a quantidade, menor o custo. No entanto, a edição por demanda tem vantagens quando se faz a relação custo-benefício.
Masaaki admite que o custo unitário de um livro pelo sistema off-set é bem mais baixo do que o livro feito na impressora a laser, no esquema quase doméstico. Ele compara com a produção de um livro de 250 páginas, cujo valor de impressão fica entre 16 e 20 reais, em tiragem de mil exemplares. “Cada exemplar pode ficar em torno de 30 a 40 reais. O que inviabiliza a produção de mil exemplares na verdade é a multiplicação. Fica caríssimo para os autores”.
O jornalista Tácito Costa conhece o sistema e aposta na sua viabilidade. “Os autores vendem no máximo 50 exemplares no dia do lançamento, mas são obrigados a imprimir no mínimo duzentas ou trezentas cópias. Depois vendem um ou outro livro e fazem doações do restante, porque não têm o que fazer com tantos livros”, explica. Ele aponta que o processo vem preencher uma lacuna deixada pelo poder público, que a seu ver investe pouco no mercado editorial.
“Não é essa nova modalidade que vai solucionar o problema enfrentado pelos autores e pelos editores, mas junto com as estantes virtuais, que disponibiliza de forma gratuita os títulos na internet, certamente é mais uma opção que vem a somar”, diz Tácito. s
A possibilidade de fazer tiragens pequenas soluciona o problema enfrentado pelas pessoas que escrevem para públicos definidos, com assuntos que podem ser transformados em livros memórias ou dissertações de mestrados. “Outro dia, um cliente me procurou para fazer um livro sobre um familiar que estava completando 100 anos. Nesse caso, cinqüenta ou cem exemplares resolvem a questão. Se for preciso, a gente faz um, dois ou 10. a necessidade é quem define a quantidade”.
Lançamentos:
“Da arte de escrever no Rio Grande do Norte”, coletânea-
Hoje, às 19h, na Siciliano do Midway Mall.
“A escola que vivi”, João Faustino – Hoje, das 18h às 20h, na
Biblioteca do Cefet-RN
Edição de livros sob encomenda, Lúcio Masaaki –
Tel.: (84) 3231-3795